segunda-feira, 3 de julho de 2017

I CONGRESSO CONTINENTAL DA MISERICÓRDIA

Aparecida do Norte, 22-25.06.2017
Depois de três anos de preparativos tivemos nestes dias uma experiência inesquecível da presença de Deus no meio de nós. Só assim posso definir tudo o que vivemos neste I Congresso Continental da Misericórdia realizado em Aparecida do Norte nos dias 22-25 de junho de 2017, que reuniu 500 pessoas de 11 países do continente americano e alguns representantes de Europa, porque contamos com o representante do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e alguns missionários europeus. A maior representatividade de estrangeiros veio de Argentina.

Contamos com a presença de várias congregações religiosas, seminaristas, padres, bispos e cardeais. Além de presença marcante de cardeal Dom Orani, arcebispo do Rio de Janeiro, vieram para nos visitar os cardeais Dom Odilo Scherer de São Paulo e Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB. Os dois cardeais deixaram umas calorosas mensagens para todos os participantes do Congresso.
                Entre os palestrantes tivemos o Pe. Dante, Mariano de Argentina, Pe. Zezinho, que veio apesar da sua idade e doenças, Pe. Wagner Ferreira da Silva da Canção Nova e a Ir. Lina Boff, da PUC do Rio de Janeiro. Cada uma das palestras contribuiu para a riqueza do Congresso.
                Cada palestra tinha também o apoio dos grupos musicais da Canção Nova, do Ir ao povo do Pe. Zezinho de Taubaté, do Pe. Rodrigo Natal como também do grupo dos pastores acompanhando o Izaias Carneiro da comunidade Coração Novo. Tivemos também os músicos argentinos na pessoa do Pe. Dante e um jovem Nico Fernandes.
                Outro elemento essencial eram os testemunhos da presença de Deus na vida particular ou no trabalho da comunidade. A Sónia Borlot Chiesa, iniciou com o testemunho da divulgação da Divina Misericórdia desde anos 80, apoiando o Pe. André Krzymyczek. Sobre a experiência particular ainda falaram: Neiva Echer de Caxias do Sul, que comoveu todos os congressistas; Emanuel Stênio e Gabrielle Sanchotene da Canção Nova, Ir. Solange da Congregação da Mãe da Misericórdia que passou 20 anos no convento das irmãs em Cracóvia e que agora fica como superiora da primeira comunidade destas irmãs no Rio de Janeiro.

A Ir. Maribel Perez testemunhou a evangelização nas ruas do projeto Thalita Kum e o trabalho da misericórdia entre as pessoas perdidas na vida por causa de drogas. O trabalho da comunidade Betânia foi testemunhado pelo Pe. Lúcio é um jovem recuperado das drogas. Enfim foi uma apoteose com o Pe. João Henrique da Aliança da Misericórdia e, também, confirmado pelo testemunho de um jovem recuperado.
                Outro momento eram os dois eventos culturais – da Maíra Jaber com um grupo de teatro e do músicas Cia. Artes Luz do Mundo que veio do Rio de Janeiro e dos pastores evangélicos que cantaram e deram seu testemunho na noite de sábado. Foi emocionante o pedido de perdão dirigido aos católicos da parte do Pastor Efigênio por causa de ter atrapalhado as celebrações das Missas com os cultos barulhentos nas portas das igrejas.
                A parte litúrgica contou com três celebrações de santas Missas no Santuário de Nossa Senhora Aparecida presididas pelo Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida; Dom Milton Antônio dos Santos, arcebispo de Cuiabá e Dom Orani João Tempesta que celebrou no Domingo e depois fez o encerramento do Congresso.
                Outros momentos que foram profundamente comoventes foram as duas celebrações da hora da Misericórdia com a oração do terço da Misericórdia diante do Santíssimo Sacramento. 
Principalmente a celebração de sexta-feira com a presença de Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba e do Pe. Sandro da Congregação dos Padres Marianos de Curitiba marcou profundamente todos os participantes. Para mim pessoalmente, foi a mais linda adoração em que participei na minha vida. No sábado contamos com a presidência de Dom Guillermo Ortiz Mondragon, bispo de México.
                Ficamos muito gratos ao Pe. Joãozinho de Almeida, famoso cantor e teólogo de Taubaté. Foi ele que assumiu a responsabilidade pela organização das palestras e dos palestrastes como, depois, a coordenação dos trabalhos. O Izaias Carneiro ficou muito entusiasmado que às vezes precisamos acalmar um pouco o seu empenho.
                Tudo isso seria impossível sem o trabalho de voluntários das diversas comunidades da vida apostólica e outros entusiastas jovens. É difícil enumerar todos porque a lista é grande. O apoio dos Padres Marianos e da equipe do santuário nacional da Misericórdia em Curitiba foi extraordinário. Contamos com a presença de cinco padres Marianos no Congresso. Foi lindo testemunho e a presença do Pe. Jan Glica, veterano da divulgação da Misericórdia no Brasil e construtor do Santuário em Curitiba. Em Aparecida além do apoio de diversas pessoas do Santuário quero destacar a ajuda do Pe. Leo, pároco de Potim que deu todo apoio aos nossos jovens organizando os lugares para dormir e alimentação para eles.
                Contamos também com a presença do Mons. Alejandro Diaz Garcia do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização de Roma. Ele participou em todas as atividades. Ele também levou a candidatura de três países para organizar o II Congressso da Misericórdia em 2020: Honduras, Paraguai e Panamá. Depois das respectivas consultas este Conselho deve anunciar oficialmente o Congresso.
                Notamos também a discreta, mas perseverante presença dos bispos: Dom Héctor Felipe Villa, enviado pela conferência dos Bispos de Canadá como seu representante; Dom Tarcísio do Nascimento, bispo de Duque de Caxias e Dom Emanuel, bispo de Caratinga – MG.

                Fico grato ao Juan Carlos Saucedo, de Panamá, fundador da Casa de lá Misericórdia e editor da lectio Divina na sua revista Misericórdia dia a dia, editada bimensalmente em 140 mil exemplares e enviada para 21 países da língua espanhola. Ele fez uma edição portuguesa com a programação do nosso Congresso. Os momentos de lectio Divina enriqueceram as nossas atividades. Esperamos que devem contribuir muito no lançamento desta revista no Brasil.
                No sábado tivemos também uma espontânea apresentação de dança folclórica de Paraguai.
                Fico muito grato para todos que acolheram o meu pedido e assumiram a organização do I Congresso Continental da Misericórdia. Foi muito emocionante notar o entusiasmo de todos os congressistas que levaram para os seus países e comunidades. Ficamos ainda mais convictos de que precisamos ser discípulos e missionários da Divina Misericórdia, que não é simplesmente uma devoção, mas uma forma de viver a missão da Igreja com equilíbrio em a ação e a oração manifestando o rosto misericordioso do Pai e sendo misericordiosos como Jesus. Contamos com uma especial proteção de Nossa Senhora Aparecida, porque tudo aconteceu debaixo do sem manto materno no subsolo do santuário de Aparecida.
Pe. Jan Sopicki SAC, Secretário Geral do Congresso

Rio de Janeiro – Lisboa, 28.06.2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Corpus Christi em Guidoval

O Dia de Corpus Christi — 15 de junho - em Guidoval - MG







sábado, 10 de junho de 2017

Apóstolos Hoje, Junho 2017

DIALOGICIDADE NA MISSÃO
Para falar da dialogicidade na missão, é necessário considerar alguns aspectos do processo missionário. O primeiro é o diálogo conosco mesmo e com Deus, ambos são inseparáveis. Um segundo, entrelaçado com o primeiro, é o diálogo com a cultura, as pessoas que a vivem e suas consequências. Um terceiro seria o aspecto do diálogo inter-religioso. E consequentemente alguns escritos de Pallotti e de Papa Francisco sobre a Caridade no processo da dialogicidade como tal.
Toda missão nasce da paixão por Jesus que se traduz no desejo de servi-lo servindo os outros. A Missão é antes de tudo, estarmos onde Deus nos quer e fazer o que Ele nos pede. Nesse sentido podemos dizer que a Missão é um longo caminho para dentro do coração de Deus que toma completamente conta de nossa vida, e nos conduz por novos caminhos.
Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, abrir-se para deixar-se conduzir, deixar que o Coração de Deus nos leve a um serviço maior. Isso exige, do missionário, maturidade, constante diálogo consigo mesmo, para entrar no processo. Necessita uma intensa busca de si numa nova realidade para descobrir o novo de Deus e crescer na vida espiritual.
O verdadeiro missionário caminha com o Senhor, fala com Ele, trabalha com Ele. Percebe o Deus vivo independente da própria ação.
Ser missionário é deixar “que a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo seja a minha vida”. É abrir-se sem temor a ação do Espírito e anunciar com a vida que foi transfigurado na presença de Deus vivo e ressuscitado. O ser humano é essencialmente “enviado”, ou seja, alguém que recebeu uma missão. A transformação em Jesus Cristo conduz necessariamente a participação na sua missão redentora.
Um segundo aspecto de fundamental importância é saber, que o missionário é um hóspede, estrangeiro que estabelece sua morada na casa do outro. Isso exige a capacidade de dar e receber constantemente. Desloca-se como um peregrino e vive permanentemente como estranho, testemunhando a provisoriedade e a contínua busca de uma morada definitiva. É convidado a levar somente uma túnica, isto é, estar revestido de Cristo. É alguém que busca um tesouro escondido no seio dos povos e das culturas, ao mesmo tempo leva o tesouro da compaixão de Deus, num processo de inter-ajuda e de procura do Absoluto.
Ser hóspede significa viver situação de dependência, sua casa é a casa do outro, é uma casa sagrada, um chão sagrado, no qual se faz necessário “tirar as sandálias” para situar-se na nova cultura. E nessa situação, são estabelecidos novos relacionamentos e ocupados os espaços permitidos.
A missão sempre nos move, desestrutura, desinstala e impulsiona a ir além de onde estamos e do que somos. Permite superar a rotina que leva a fechar-se na própria identidade e impede a reconhecer o dom da alteridade. A fé na Trindade e a vivência da missão como atitude fundamental manifesta a alegria de saber-se em comunhão com Deus e com os demais, nos permite celebrar a festa do amor com os outros, especialmente com os mais pobres e excluídos. (cf. Paleari, Giorgio, Espiritualidade e Missão, pg. 61-62. Paulinas, 2005).
A primeira atitude que acompanha o missionário é a do silêncio e da escuta diante do mistério, porque aquela terra é sagrada. É terra da revelação de Deus que ao mesmo tempo gera ansiedade e alegria pelo novo. Se busca conhecer as pessoas, seus costumes, suas histórias e suas dificuldades. É uma escuta que vai além das palavras. É o lugar da revelação de sua identidade.
O diálogo e o contato com as pessoas, aprofunda a possibilidade de mergulhar no mais íntimo do seu próprio ser, de descobrir as raízes, de viver a profunda experiência de Deus. O missionário é sempre um discípulo em busca do tesouro e do rosto de Deus.
O missionário é aquele que está sempre aprendendo com o Outro e com os outros e ao mesmo tempo é o mestre que partilha o presente que recebeu de Deus. Ensina e aprende ao mesmo tempo. Aconselha e recebe conselhos. Partilha o que sabe e partilha do saber do outro. Reconhece que cada pessoa é digna de sua entrega (cf. EG. 274)
Aprender uns com os outros, trata-se de recolher os dons que o Espírito nos deu através deles. O diálogo implica dar e receber, falar e escutar, ensinar e aprender. É a palavra sendo gestada, a palavra que se faz carne na morada da vida de cada um. Partilha aquilo que transborda do coração, da experiência de Deus. Descobre a semente do Verbo, “recolhe a misteriosa sabedoria que Deus quer comunicar através deles” (EG. 198).
O diálogo com a cultura implica escutar os clamores, prestar atenção nas fragilidades, reconhecer o Cristo sofredor e cuidar da dignidade da pessoa. É carregar sobre si os sofrimentos, as ansiedades e as limitações humanas. É ser solidário com os pobres e excluídos e ao mesmo tempo comprometer-se com sua causa, sendo uma voz profética onde é necessário.
O missionário é alguém profundamente comprometido contra as injustiças e contribui na elaboração de projetos de resgate da vida. Vive a utopia do Reino na proximidade e solidariedade, numa compaixão pessoal e silenciosa, na esperança que o mundo se transforme e se torne mais fraterno, sempre apontando para um reino de justiça e de fraternidade para todos.
Como Pallotti se pode dizer que: “Todos somos chamados a observar o preceito da caridade e, porque todos, segundo a realidade da criação, uma imagem da caridade por essência. Eis porque Deus ordenou que cada um se interesse também pelo seu próximo, como dele se interessa o próprio Deus. (OOCC IV, 132, 310, 451)
Antes de ser uma atividade, o diálogo é um encontro e uma exigência cristã. Está enraizado profundamente no mistério trinitário, num Deus que é amor e comunhão. Como dizia Santo Agostinho: Sua missão se origina no amor, se sustenta por amor e comunica amor, criando assim comunhão.
O amor de Deus se torna amor do próximo “Caristas Christi urget nos” – é a alma do seu apostolado. O amor deve ser vivido de tal modo que realize o mandato de Cristo, quando nos convida a amar-nos uns aos outros como Ele nos amou (cf. OOCC I,8).
O missionário além dialogar consigo mesmo, com Deus e com a cultura em seu caminhar como estrangeiro e peregrino, entra em contato com povos de outras crenças, isso exige dele uma clara identidade religiosa, e também uma firme convicção de que Deus quer a salvação de todos (cf. ITm 2,4); que sua graça vai além dos limites visíveis da Igreja; bem como a de que Jesus Cristo é o único Salvador de toda a humanidade, sendo a Igreja o lugar em que se encontram em plenitude os meios de salvação. O diálogo está sempre associado ao anúncio; ambos são inter-conexos, pois, sempre se deseja conhecer claramente quem se está encontrando.
O missionário é uma pessoa de compaixão, solidária, capaz de olhar o diferente não como ameaça, mas com respeito. A salvação é sempre um grande dom de Deus, oferecida a todos, segundo os critérios e métodos do próprio Senhor. Portanto, abertura a outras religiões, bem como o respeito que deve acompanhar a aproximação, exige uma disposição constante à ação do Espírito Santo (cf. Rm 8,29)
O diálogo na experiência religiosa acontece, quando pessoas de diferentes crenças comunicam o próprio caminho para Deus. Quando se busca a paz num esforço conjunto de construir unidade e de superar conflitos. Também o diálogo de intercâmbios teológicos, na qual adeptos de várias religiões refletem e comparam os dados da própria fé. Na experiência de escuta e de comunicação com o outro, se pode dizer que o missionário se transforma, pois daí surge o desejo profundo de busca de unidade em Deus e de respeito profundo pela diversidade.
O diálogo inter-religioso, se sustenta e se anima numa espiritualidade baseada numa fé viva num Deus que é criador e Pai de toda a humanidade; numa convicta e aberta esperança que não busca os resultados imediatos e,numa caridade efetiva e dialógica como dom gratuito de Deus.
O missionário vive na fronteira e cruza todas as fronteiras, sua espiritualidade enraíza-se na universalidade, encontra seu melhor chão na abertura além-fronteiras. O objetivo principal da ação missionária é chegar à comunhão das pessoas com Deus e com elas mesmas.
O dinamismo da comunhão de vida, leva à caridade, à solidariedade, ao encontro e escuta do outro, à cooperação missionária, ao diálogo ecumênico, inter-religioso e social, a trabalhar naquilo que nos une, promovendo assim a reconciliação e a comunhão universal. “Unidade no necessário, liberdade na dúvida, caridade em tudo” (GS, 92).
A Comunhão é um dos objetivos mais importantes da missão; e ao mesmo tempo um dos meios de testemunho mais eficaz para a evangelização: “Como tu Pai, estás em mim e eu em ti, que eles também sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste(Jo 17,21). Uma Igreja em comunhão (Koinonía) se torna um sinal e instrumento da União com Deus e da unidade de todo o gênero humano. (cf. GS 92)
“O compromisso não consiste exclusivamente em atuar, o que o Espírito mobiliza, impulsiona não é um ativismo, mas antes de tudo uma atenção colocada no outro, considerando-o como um consigo. Esta atenção amante é o início de uma verdadeira preocupação por sua pessoa, a partir da qual deseja buscar efetivamente seu bem. Isso implica valorizar a pessoa no que ela tem de próprio, com sua forma de ser, sua cultura, seu modo de viver a fé. O verdadeiro amor sempre é contemplativo, nos permite servir ao outro, não por necessidade, ou por vaidade, senão porque ele é belo, mais além de sua aparência” (EG 199).
O amor pelos irmãos, é autentico se nos compromete a fazer com que Jesus seja amado “conhecido” (cf. OOCC I).
A missão além fronteiras sempre foi uma preocupação de São Vicente Pallotti, poderíamos dizer que foi o princípio da UAC, sua razão de existir e seu fim.
  1. O que eu faço individual e comunitariamente para ajudar a atividade missionária “ad gentes”?
  2. Estamos numa cultura de constante mudança. O que faço para promover o diálogo na realidade atual, com tantos desafios dos meios de comunicação que levam a uma indiferença cultural, religiosa, social e individualista?
  3. O que como UAC podemos colaborar para a paz, num mundo que promove a constante violência?

                                                                 Irma Maria Neide Sibin, CSAC
                                                                  Bolívia

sábado, 3 de junho de 2017

Manhã dedicada a festa Rainha dos Apóstolos

Hoje, primeiro sábado do mês de junho de 2017, a UAC de Niterói encontro-se para uma Missa presidida por padre Daniel, em homenagem a Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, nossa padroeira.




Tivemos um delicioso café da manhã compartilhado, terço e palestra sobre as mensagens de Fátima, ministrada também por padre Daniel. Manhã abençoada.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Maria Rainha dos Apóstolos

Sábado, 03 de junho, véspera de Pentecostes, a Família Palotina celebra a solenidade de Maria Rainha dos Apóstolos, Padroeira da União do Apostolado Católico. São Vicente Pallotti confiou sua nascente fundação à Maria, colocou-a sob a sua proteção, escolheu Maria como padroeira e confiou na sua intercessão e em sua oração. O artigo 3 do Estatuto Geral da UAC afirma: “Padroeira da União, modelo eminente de vida espiritual e de zelo apostólico é a bem aventurada Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos”.

São Vicente escreveu: “A pia Sociedade milita sob a proteção eficacíssima da Imaculada Mãe de Deus, Rainha dos Apóstolos por dois fins santíssimos: o primeiro para obter pelos méritos e pela intercessão da grande Mãe de Deus Imaculada, todas as graças e todos os dons a fim de que a pia Sociedade, considerada no Corpo moral e nos indivíduos presentes e futuros com plenitude de frutos, exista sempre na Igreja de Deus e se propague rapidamente em proporção das necessidades das almas em qualquer parte do mundo. O segundo objetivo é: que todos os leigos, eclesiásticos seculares e regulares de qualquer Ordem, estado e condição tenham em Maria SS. depois de Jesus Cristo o mais perfeito modelo de verdadeiro zelo católico e da mais perfeita caridade...” ( OOCC I, p. 6-7; OOCC III, p. 6). Maria, modelo eminente de vida espiritual, ocupa um lugar central em nossa espiritualidade palotina. Contemplando a ícone de Maria no Cenáculo juntamente com os Apóstolos, em atitude orante, somos convidados a cultivar nossa vida de oração pessoal e comunitária como um dos meios para crescermos na experiência de Deus. O Cenáculo é o lugar favorável para desenvolver a contemplação, a mística que forja nossa vida espiritual e nos lança para a missão. Oração e apostolado caminham juntos, mas é a oração impulsiona nossa ação apostólica. O nosso “pentecoste” inicial começa com o batismo. “E todos profundamente unidos, perseveravam na oração juntamente com algumas mulheres, entre elas Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos.” (At 1,14). Maria no Cenáculo anima os apóstolos a perseverar na espera da vinda do Espírito Paráclito, pois sem o Espírito Santo (cf. 1Cor 12,3) nada podemos fazer. Maria, presente no Cenáculo, em Pentecostes, é modelo de Igreja orante para toda a comunidade cristã, ela nos ensina que: a) Antes de tudo precisamos receber o dom do Espírito Santo, como igreja - Ele é indispensável. Por isso, Jesus recomenda que os apóstolos não se afastem de Jerusalém até que se cumprisse a promessa (...) (cf. At 1,4-5). b) Para receber o dom do Espírito precisamos nos preparar, sobretudo com a oração. Assim como Maria, os apóstolos e as mulheres se prepararam orando. É constante a afirmação que nos Atos dos Apóstolos, a descida do Espírito Santo está vinculada à oração. Necessitamos receber o Espírito Santo para poder rezar e precisamos rezar para recebê-lo. Recebemos o dom gratuitamente, mas depois, precisamos rezar para que esse dom se mantenha e aumente - que nosso coração sem cessar implore com fé: Vinde Espírito Santo! c) E que esta oração seja unânime e perseverante como foi no Cenáculo “feita com um só coração e com uma só alma” (cf. At 4,32). Cada um reza por todos e todos por cada um. É no milagre do amor que se multiplica a força da oração. Depois de Cristo, Maria ocupa um lugar central na caminhada da vida espiritual de Pallotti. Desde pequeno rezava: “Minha mãe faça-me santo”. Rezava diariamente o rosário em família. Foi neste ambiente que sua mãe lhe transmitiu um terno afeto a Maria como alguém muito significativo. Ele nos diz: “um verdadeiro devoto de Maria não só se salvará, mas por sua intercessão se tornará grande santo e sua santidade crescerá dia por dia” (OOCC V, 447). Vivia uma profunda espiritualidade mariana, buscava imitar Maria nas suas virtudes, na sua vida espiritual: “imaginar-me-ei estar sempre perto da minha enamoradíssima mãe Maria para possuir a pureza em tudo de maneira singular”. Pallotti ao pé da cruz vê Maria como a coredentora. Ela colabora para redimir a humanidade junto ao seu Filho na obra da salvação. O jovem Pallotti formula seu propósito de estar sempre no Cenáculo: “Em qualquer lugar que eu estiver procurarei imaginar que eu e todas as criaturas estamos no Cenáculo de Jerusalém, onde os apóstolos com Maria Santíssima receberam o Espírito Santo (...)”. Imaginar-me-ei estar junto com a mais encantadora Mãe Maria e o amado Jesus (...). Eles farão descer sobre mim e todos a abundância do Espírito Santo (...) (OOCC X, 86-87). Tenhamos também nós em Maria depois de Jesus o mais perfeito modelo de nossa vida espiritual e apostólica. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

MENSAGEM DO CONSELHO GERAL DE COORDENAÇÃO

Mensagem do Conselho Geral de Coordenação
A Toda União do Apostolado Católico
Na Conclusão Do Seu Encontro Anual
- Roma, 19-23 DE Maio 2017 -

Uma cara saudação a todos os membros, colaboradores e amigos da nossa União do Apostolado Católico.
Agradecemos pelas orações com que nos acompanharam nestes dias; também vocês estiveram em nossas orações.
Estivemos em comunhão no Cenáculo, meditando a Palavra de Deus na espera do Espírito Santo na Festa de Pentecoste e da celebração de Maria, Rainha dos Apóstolos.
Acreditamos que o Espírito Santo, Espírito de abundância infinita e Doador de vida, nos aproxima de Deus e nos ajuda a viver em unidade uns com os outros.
Os temas que refletimos e os relatórios apresentados pelos membros do CCG e pelas várias comissões indicam que o carisma de São Vicente é uma realidade viva e está crescendo em todo mundo.
Reconhecemos que o desenvolvimento progressivo da União, garantindo uma vida de profunda comunhão e corresponsabilidade entre todos - membros, colaboradores e amigos – traz consigo muitas alegrias e desafios, junto a uma crescente consciência de nossa identidade fundamental.
Com esta visão percebemos que – através do nosso testemunho, da nossa presença missionária, do reconhecimento da nossa igualdade, da nossa participação na formação permanente, na escuta mútua paciente e compreensiva – podemos afirmar que o carisma do nosso Fundador, São Vicente Pallotti, é uma energia positiva na Igreja e no mundo.
O conferencista, Mons. Sérgio La Pegna, ajudou-nos a aprofundar o conhecimento e deu-nos uma clara visão das Famílias Carismáticas e do seu chamado específico à evangelização.
Neste ano celebramos o Bicentenário de ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti. O apostolado, como expresso pelo nosso Fundador, é um dom que recebemos de Deus, aprovado pela Igreja em favor de toda a humanidade.
Na União, estão presentes todas as vocações. Dela fazem parte: sacerdotes, consagrados, leigos. Estas vocações se complementam mutuamente, e nos tornam corresponsáveis na difusão do carisma palotino. Respeitamos cada vocação e a função que cada uma é chamada a realizar. Caminhamos juntos e oferecemos à Igreja nosso patrimonio espiritual.
Os dons do Espírito Santo nos dão força para proclamar o Verbo de Deus, Jesus Cristo, e para servir incondicionalmente.

Sempre em comunhão,

As Irmãs e Irmãos do CCG.